Objetivo do NY-eCronicas

Crônicas



Com certeza, crianças, poetas e, talvez, outros d'alma alhures são alguns dos que têm poder de mapear, compreender os meandros dos pequenos gestos e a partir deles extrair interessantes histórias. Não raro, a voz de um gesto, de um olhar ou da mágica de um toque quase imperceptível pode dizer e representar mais que palavras.


Um dia poeta outro dia (I)


Lembro-me dos entardeceres de minha infância, quando corria para espiar o sol descer em direção à sua morada. À maneira de menino, assuntava o doirado das nuvens entre as folhagens e a brotação do cerrado, este ainda ferido pelas queimadas. Quando chegava a plenitude da primavera, a estação das flores adicionava brilho e mais beleza ao espetáculo de cores. Pelas manhãs, acordava com os cantos e encantos dos pássaros. Sombras ou farrapos de algodões, interpondo-se entre as árvores e nuvens avermelhadas do alvorecer. Certamente aqueles dias são inesquecíveis. Tão pouco apagará de minha memória a grandeza daquela arte, cujos mistérios, quase inatingíveis, segredam beleza à floração dos montes, vales e das campinas.


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